Pe. Eugeniusz (Eugenio) Feldo (1950 – 1981) missionário no Brasil

Nasceu em 28 de janeiro de 1950 em Oleśnica, na arquidiocese de Wrocław, na família de Stanisław e Genowefa Żelazko. Em 1951, seus pais, junto com Eugenio e seu irmão mais velho, Zdzisław, mudaram-se para Radom e se estabeleceram na paróquia palotina. Ele pertencia ao grupo de coroinhas e se juntou ao grupo de vocacionados. Ingressou na Sociedade do Apostolado Católico, palotinos, em 22 de agosto de 1968, depois de se formar no ensino médio. O noviciado foi realizado em Ząbkowice Śląskie. Lá, em 8 de setembro de 1970, ele fez sua primeira consagração pelas mãos do Pe. Provincial Stanisław Martuszewski e a perpétua em 26 de maio de 1974 em Ołtarzew, pelas mãos do Reitor Geral Pe. Nicholas Gorman. Em Ołtarzew estudou filosofia e teologia. Foi ordenado sacerdote em Ołtarzew em 27 de abril de 1975 pelas mãos do Don Władysław Miziołek.

Depois da ordenação, trabalhou com a pastoral na paróquia em Ożarów Mazowiecki, depois cuidou das compras do material para construção da igreja paroquial em Ożarów e desde 1 de outubro de 1979 em uma casa provincial em Varsóvia. A seu próprio pedido (carta de 4 de outubro de 1980), foi designado para missões no Brasil, com as quais sonhava desde seu diaconato. Naquela época, ele estava convencido do “extraordinário valor do trabalho missionário para a Igreja” e queria “como sacerdote da Sociedade do Apostolado Católico servir à Igreja e à missão nas terras do Brasil”. De Varsóvia saiu no dia 29 de julho, para o Brasil e chegou em 6 de agosto de 1981. Estava no Rio de Janeiro, primeiro na paróquia de Santa Isabel (até 17 de agosto) e depois na paróquia palotina de Nossa Senhora de Fátima, em Niterói. No Dia da Independência do Brasil (7 de setembro) ele foi com o Pe. João Janik para praia, onde queria relaxar e conversar depois de um domingo movimentado. Foram para as praias de Itaipuaçu. Pe. Eugenio levou para a praia o livro “O Pequeno Príncipe”, de A. de Saint-Exupéry, para praticar a língua portuguesa. As 10:45 começou a nadar e quando ele estava a cerca de 50 metros da costa, de repente, uma violenta onda atingiu-o e atirou-o no oceano por 300m. Tentou nadar de volta até a praia, Pe. Janik partiu em sua direção, mas a certa altura ele o  perdeu de vista. Os turistas e os pescadores locais também vieram em socorro, mas todos os esforços foram mal sucedidos. No dia 12 de setembro depois de uma longa busca, o corpo foi encontrado. Atualmente essa praia faz parte da paróquia palotina de Nossa Senhora de Fátima em Itaipuaçu. O funeral aconteceu no domingo, 13 de setembro. Ele foi sepultado no cemitério do Parque da Colina, em Niterói e as 19h30 foi celebrada uma missa fúnebre presidida por Dom Gonçalves da Costa, arcebispo de Niterói.

Na Polônia, as cerimônias fúnebres ocorreram em 14 de setembro de 1981 na igreja palotina de Radom, com a participação dos pais de Pe. Feldo, irmão, parentes, amigos e fiéis. Como sacerdote, voluntariamente se envolveu no trabalho pastoral, desfrutando de todos os homens que ele havia ganho para Cristo. Para a vida da comunidade trouxe um senso de fraternidade, amizade e espírito de serviço. Estava sempre pronto para ajudar e nunca se recusou a ajudar. Pe. Eugenio estava no Brasil por apenas 33 dias, preparando-se para o trabalho.