Rua Jaime Porto, 15

Itaperuna – RJ

Pároco: Pe. Estevão Lewandowski, SAC

Vigário: Pe. Artur Karbowy, SAC

No ano 1947, a paróquia de São José do Avahy em Itaperuna recebeu o alemão Pe. Humberto Lindelauf como pároco. Com grande zelo, dedicou-se inteiramente à comunidade. Naquela época, os fiéis do bairro Niterói, obedientes a voz do novo pastor, atravessavam a ponte e, do outro lado, cumpriam suas práticas religiosas na Paróquia São José do Avahy. Além disso, em seu bairro, também se reuniam num espaço, cedido pela Família Cysne: uma pequena sala comercial inativada. E ali, juntos, os católicos, em momentos de piedade e fé cristã, recitavam terços e ladainhas. Em um altar improvisado, havia uma imagem de São Benedito, medindo aproximadamente 70 cm de altura. E assim Deus permitiu que dessa pequena e humilde sala, com apenas um altar e sem nenhum banco, brotasse uma fecunda e fiel devoção a São Benedito. Mais tarde, a comunidade foi agraciada com a doação de um terreno localizado na confluência das ruas Jaime Porto e 1º de Maio e ali se concretizou o sonho dessa comunidade: construir um templo. Assim, no ano 1957, foi colocada a pedra fundamental da igreja de São Benedito. No ano seguinte, com a liderança do Pe. Humberto começou a construção do prédio, graças ao empenho dos paroquianos que em mutirão carregavam pedras para o alicerce. Aos poucos foi sendo construída, e para surpresa de todos, há ainda até hoje um detalhe arquitetonicamente interessante, criado por Pe. Humberto: na entrada principal da igreja há o formato do rosto de Cristo, que continua com arcos em toda a nave até concluir-se sobre o altar-mor. A igreja foi elevada à categoria de Paróquia no dia 1º de maio de 1968. O seu território foi desmembrado da Paróquia São José do Avahy em Itaperuna e de Paróquia de Santo Antônio, em Santo Antônio de Pádua/RJ.  Dom Antônio de Castro Mayer, bispo diocesano de Campos, nomeou como primeiro pároco o Pe. Roberto Gomes Guimarães, (anos depois ele se tornou bispo de Campos). Sua posse ocorreu no dia 12 de maio.

O primeiro trabalho dos leigos foi a catequese, depois surgiu a Cruzada Eucarística. A seguir, começaram as reuniões de Liga Católica e do Apostolado da Oração. Em 22 de agosto de 1969, Dom Antônio presidiu a celebração de Consagração da Comunidade a Maria Santíssima. Em 1971 foi criado o Conselho Paroquial. Com a comunidade crescendo, faltava espaço para as reuniões. Por isso, no ano 1972 foi comprado o terreno onde hoje encontra-se o salão Pe. Jan Baraniecki SAC.

Em 05 de maio de 1973, um novo pároco assume o pastoreio desta comunidade: Pe. Lamar Barreto Calzolari. Homem dinâmico e trabalhador, de um temperamento alegre e forte. Suas homilias levavam a comunidade paroquial a ser cada vez mais empenhada no crescimento da Paróquia. Atraiu muitos jovens para a Igreja. A paróquia desenvolvia-se também com as comunidades rurais. Nessa época, a matriz foi reformada e foi construída a capela da Santíssimo e uma torre para a matriz ser vista de longe. Reformou-se ainda a casa paroquial, construindo o segundo pavimento. Devido ao aumento das pastorais surgiu um salão rústico batizado de Betânia. Servia para reuniões e teatro. Exatamente nesse período foi adquirido o Cristo Crucificado em tamanho quase natural e os dois Anjos com candelabros que estão até hoje no altar.

Mais tarde, a convite do bispo Diocesano de Campos, Dom Carlos Alberto Navarro, a paróquia foi confiada aos cuidados dos padres palotinos.

Pe. João Antônio (Jan) Baraniecki foi o primeiro a assumir a Paróquia de São Benedito, em 1° de fevereiro de 1987. Permaneceu nesta comunidade por 10 anos. Construiu, com recursos vindos da Alemanha, o salão paroquial (antigo Betânia), hoje intitulado Salão Paroquial Jan Baraniecki SAC. O prédio possui três pavimentos, tendo no segundo piso um palco para teatro, com a capacidade para 150 pessoas. Restaurou e modernizou toda a igreja. Em 1992 a paróquia recebeu a doação de três terrenos para a construção das capelas nos bairros: Fiteiro e Matinada e na zona rural Panelão. Em 1994, durante a celebração, a comunidade foi entrega a Nossa Senhora Aparecida. Nessa época a paróquia tinha 30 capelas rurais, algumas distantes da matriz levavam quase uma hora de viagem.

Muitos movimentos religiosos que foram realizados aumentavam a espiritualidade dos fiéis. Como o Curso de Orientação Religiosa (COR) e o início da Caminho Vocacional – caminhada de jovens do centro da cidade até o Cristo Redentor em Itaperuna. Também para fortalecer as famílias foi criado o grupo “Casais de Convivência”. Divididos em subgrupos (oito casais), que liam o Evangelho, e recitavam orações. Com isso, a família era catequisada e a experiência da vivência evangélica na vida conjugal e na educação dos filhos acontecia.

Na década de 1990, Pe. João teve a ideia de reunir-se com os padres de outras paróquias itaperunenses, objetivando realizar a procissão de Corpus Christi. O trajeto seria da Matriz São Benedito percorrendo as ruas até a chegada na Paróquia Santa Rita de Cássia no bairro Cidade Nova. Esse evento, abençoado por Deus, acontece até hoje, arrebanhando inúmeros fiéis.

No período de administração de Pe. João, outros padres palotinos contribuíram como adjutores para o crescimento espiritual dessa porção do rebanho de Cristo. Pe. Lucas Kaczmarek (1989-1990); Pe. Jorge Chmielecki (1990-1993); Pe. José Stepinski (1994-até 1998 com o Pe. Tadeu Domanski).

No ano de 1997 tomou posse como pároco Pe. Tadeu Domanski. Logo depois de sua chegada ele construiu a nova secretaria com a livraria. E como marca de seu pastoreio, a realização do Encontro de Casais com Cristo (ECC) que até hoje é um dos grupos que colaboram significativamente com os trabalhos nos eventos da paróquia. Teve como coadjutores: Pe. Marcelo Néspoli Magalhães (1998 a maio de 1999); Pe. Jacinto Wojcik (1999) e depois com Pe. Casimiro até 2000).

Em 1999, a paróquia recebeu como pároco o Pe. Casimiro Pac.  Seu trabalho desenvolvido com a visão voltada para o futuro, empenhou-se na difícil tarefa de colocar na igreja a laje em formato côncava, idealizada para o teto da igreja desde a sua construção. A obra foi concretizada no ano Jubilar de 2000. Em seguida, pensando no crescimento da comunidade e na necessidade de ampliar o espaço para os trabalhos pastorais, adquiriu um terreno ao lado da casa paroquial.

No dia 21 de abril de 2001, a capela de São José de Ubá, que pertencia a São Benedito, tornou-se paróquia. Assim, uma parte do território da paróquia, com algumas capelas rurais, passa para São José de Ubá. Seu coadjutor foi o Pe. João Francisco que esteve na paróquia de janeiro a abril de 2001. Ano em que ambos, Pe. Casimiro e ele deixaram a paróquia e assumiram outras comunidades.

Em 1º de maio de 2001, o Pe. Marcelo Néspoli Magalhães, que já havia sido coadjutor do Pe. Tadeu, retorna à paróquia como administrador (2001-2003).  Incentivador dos grupos carismáticos, com sua piedade, ensinou os fiéis a dobrarem os joelhos com mais convicção, piedade e frequência. E mesmo tendo ficado curto tempo, no ano de 2002 ampliou a Capela do Santíssimo.

A partir de 2004, Pe. Estêvão Lewandowski assumiu como pároco da comunidade. Desde o início de seu pastoreio, dedicou-se com grande zelo e incentivo aos trabalhos pastorais e ainda a promover a Divina Misericórdia. Também com o objetivo de resgatar o simbolismo do Natal e incentivar a comunidade a construir presépios em suas casas, organizou em 2005 a I Exposição Palotina de Presépios. Esta primeira demonstração contou com 28 amostras. A Exposição, que acontece até hoje, entrou oficialmente no calendário da paróquia. Agora já se têm mais de 100 amostras provenientes não só de Itaperuna e Brasil, mas de vários lugares do mundo.

Outro grande carisma desta paróquia é o zelo pelas vocações sacerdotais e religiosas. Desde o início de sua criação sempre permitia e incentivava os paroquianos a acompanharem os seminaristas e participarem da consagração religiosa de várias ordenações diaconais e sacerdotais. Desse modo, muitas vocações já surgiram dessa comunidade. No dia 12 de agosto de 2006, foi ordenado o primeiro palotino, Pe. Josiel da Silva Azevedo, filho desta paróquia.

Além das obras espirituais, muitas outras, físicas ou materiais vão sendo realizadas. Em vista à necessidade de ampliar a Igreja Matriz, foi adquirido um terreno com duas casas ao lado da igreja. As obras começaram em 28 de julho de 2008 com a Santa Missa e bênção do terreno. Em comemoração aos 40 anos da paróquia, com muita festividade foi também lançado o livro “Espiritualidade e Edificação – 40 anos de história”, cuja organização e redação é da escritora Flora Malta Carpi.

Pe. Estêvão, dando continuidade às obras, colocou na torre da igreja um novo sino. E na reforma da igreja, que ganhou mais 15 metros de espaço, foram criados os altares laterais – à direita: uma bela Capela do Senhor da Misericórdia, com altar de madeira; a capela de Nossa Senhora de Guadalupe; o jardim das oliveiras e a capela do primeiro santo brasileiro: Santo Frei Galvão. E à esquerda, os altares de São Vicente Pallotti, São Sebastião e Nossa Senhora de Fátima. Na parte central à frente, um novo altar-mor em madeira sobre o qual há uma cúpula. Além disso, a construção da nova casa paroquial e do Centro Pastoral João Paulo II com salão, salas de catequese, auditório e um grande terraço. Em 1º de maio de 2011, foi a inauguração e a bênção da placa que homenageia o então beato João Paulo II, dando seu nome ao Centro Pastoral. Em setembro de 2012, por ocasião dos 50 anos de canonização de São Vicente Pallotti, a paróquia foi visitada pelas relíquias de fundador dos palotinos. Em outubro de 2014, aconteceu a exposição Mariana, no espaço do salão da nova sacristia e da nova secretaria. A exposição teve como foco, relembrar a todos a importância da oração do Santo Rosário e da veneração Àquela que Jesus nos deu como Mãe. Em 2017, foi abençoada a nova casa paroquial. Neste ano, foi realizado o Primeiro Congresso da Divina Misericórdia. Entre os dias 12 a 16 de novembro de 2018, no Centro Pastoral aconteceu também a VI Assembleia Regional da Região Mãe da Misericórdia da Sociedade do Apostolado Católico.

No dia da memória litúrgica de São Benedito e Santa Irmã Faustina, 5 de outubro de 2019, o bispo diocesano de Campos dos Goytacazes, Dom Roberto Francisco Ferrería Paz, celebrou a Santa Missa durante a qual a igreja de São Benedito foi proclamada como Santuário Diocesano da Divina Misericórdia. Dom Roberto Francisco enalteceu a importância deste templo como “lugar de salvação a todos os povos, à comunidade e àqueles que precisarem de repouso e acolhimento, conforto e consolo espiritual. Lugar para atender as pessoas que, por certo, farão sua experiência com a Misericórdia Divina. Aqui terão assistência espiritual, confissões, celebrações eucarísticas, indulgências etc. Local de assistência aos peregrinos. Enfim, um manancial das graças de Deus”.

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