Rua Sidónio Pais, 64

Odivelas

Portugal

Pároco: Pe.  José Antônio Zavorski SAC

Vigários:

Pe. Juliano Guilherme da  Silva SAC

Pe. Gilmar Simplício da Silva SAC

https://paroquiadeodivelas.com/

O mais antigo documento conhecido da história de Odivelas é uma inscrição românica encontrada na igreja do Mosteiro de Odivelas, atualmente em exposição no Museu do Carmo, em Lisboa, relatando que “João Ramires, Primeiro Prelado desta igreja, morreu a 13 de fevereiro de 1183”. Em 1147, Lisboa foi conquistada pelos Cruzados, com a consequente vinda de clérigos para Sul, com o objetivo de manter a posse de terras nas mãos dos cristãos. João Ramires seria um desses Cruzados a quem coube a paróquia de Odivelas.

A Igreja Matriz é considerada um dos templos mais suntuosos do termo de Lisboa. Este templo muito antigo, foi reconstruído nos finais do séc. XVII e beneficiado durante o séc. XVIII. Ao cimo da dupla escadaria seiscentista, encontra-se um cruzeiro datado de 1626. No interior deste templo rico e majestoso, a nave é ornamentada com azulejos setecentistas onde figuram cenas bíblicas. Os sete altares, são em talha dourada. A capela-mor, toda revestida de mármore, de diferentes cores, tanto nas paredes como no teto, é caraterística do séc. XVIII. Decorado com painéis de azulejo do séc. XVIII, alusivos ao batismo, o batistério integra uma pia constituída por uma taça, provavelmente do séc. XVI, e duas pias de água benta, de estilo rocaille, em mármore vermelho. Na sacristia, encontra-se um lavabo de mármore do período renascentista — 1573, com uma nau esculpida. A Igreja foi palco de um assalto a 11 de maio de 1671, ação que levou à construção do padrão do Senhor Roubado.

O Patriarcado de Lisboa concedeu o cuidado pela igreja e paróquia aos padres da Sociedade do Apostolado Católico. No dia 29 de setembro de 1991 tomou posse o primeiro pároco palotino Pe. Ludovico (Ludwig) Homa, tendo como vigário Pe. João Pedro (Jan Piotr) Stawicki, e Pe. Andre (Andrzej) Gladysz como Reitor da Comunidade e responsável pelo pastor dos Poloneses. Infelizmente devido a doença do pároco já no ano seguinte teve mudança neste cargo o novo responsável foi o Pe. Joãozinho (Jan) Janik. Depois da saída do Pe. João Pedro, no fim do ano 1996 para o lugar dele chegou Pe. Antônio Aguiar Pereira. Com a chegada dele começou o desenvolvimento do culto da Divina Misericórdia com a publicação da revista “Mensageiro da Misericórdia Divina”, que foi publicada em nível nacional com quatro números por ano. Em setembro de 1999, tomou posse como pároco o Pe. João (Jan) Sopicki. Com a chegada do novo milênio o Pe. Antônio foi substituído pelo Pe. José Rodrigues Filho, que no ano 2004, tonou se pároco. A partir do ano 2005 a paróquia realizou a “Unidade Paroquial”, uma festa de toda paróquia organizada em uma das praças da cidade que contou com a participação de vários grupos. Em sua gestão, no fundo da igreja, foi construído o Cento Paroquial.

Em 2010, Pe. João Francisco (Jan Franciszek) Pietrus tomou posse como pároco. No ano 2012 foi inaugurado a Obra Social Elisabetta Sanna. Em 2016 Pe. José Antônio Zavorski tomou posse como pároco. Em 2018 foi recuperado a devoção tricentenária ao Padrão Senhor Roubado como parte integrante da história da Igreja de Odivelas. Pois em 1744 houve um roubo da Sagrada Eucaristia que abalou a todos da comunidade odivelenses; sendo assim encontrado as Hóstias Sagradas exatamente neste local do qual foi erigido este Monumento de arte como categoria de arquitetura civil. Os azulejos contam a história que dá nome àquela zona, em 12 painéis compostos na forma de banda desenhada. No recinto atrás da Igreja encontra-se o recente Centro Paroquial de Odivelas, onde funcionam o Centro Comunitário Paroquial de Odivelas, com a valência de Cantina Social, a Sede do Agrupamento 69 do Corpo Nacional de Escutas, e Salas de Catequese.

Além da igreja Matriz a paróquia tem quatro núcleos: Igreja da Divina Misericórdia – Patameiras; Igreja de São José Operário – Arroja; Capela da Sagrada Família – Codivel; Capela do Divino Espírito Santo – Vale do Forno.

A Comunidade das Patameiras, nasceu   por   iniciativa   do   então pároco Pe. Joaquim Pedro e do seu auxiliar Pe. Dionísio, durante os anos 1987-1988, como resposta a um antigo anseio de um grupo de fiéis católicos. Embora a catequese já funcionasse desde o início dos anos 80, na Escola Primária   Nº   5, orientada pela equipa das Irmãs Doroteias, que colaborou no período em que foi pároco o Padre Melo. Nessas instalações não funcionava à data qualquer outro serviço religioso. Ainda nas instalações da escola, em 1988-1989, o Grupo de Jovens iniciou as suas atividades e em 9 de outubro de   1988, foi celebrada a primeira missa. Nos primeiros anos, a Celebração (dominical) da Eucaristia só teria sido possível quinzenalmente, sendo alternada com a realização da Celebração da Palavra.

A vinda dos Padres Palotinos, tornou possível o alargamento das atividades realizadas na comunidade, nomeadamente passando a Eucaristia a ser semanal. A aspiração a um espaço próprio foi atendida pelos órgãos autárquicos, tendo para o efeito, sido disponibilizado o espaço junto ao cemitério da cidade, na   zona alta das Patameiras. As contribuições financeiras, materiais e humanas de muitos fiéis, e de outras entidades externas, tornaram possível   erigir a atual igreja. A cerimônia de bênção da primeira pedra foi a 19 de abril de 1998, presidida por Dom José Policarpo, Patriarca de Lisboa. A sagração (dedicação), da igreja, foi realizada a 26 de junho de 1999, presidida por Dom José Alves, Bispo Auxiliar de Lisboa. Passou a ser denominada por Igreja da Divina Misericórdia, nome que a comunidade adotou. Das suas instalações constam a igreja propriamente dita, um salão (Auditório Rainha dos Apóstolos), várias salas (servindo às várias atividades, entre elas a catequese), e as casas mortuárias. Também em instalações anexas à igreja, foi construída a casa paroquial. No ano de 2010, finalmente, foi possível concluir a construção com a conclusão da torre.

A Comunidade São José Operário, nasceu em 1989. A Paróquia de Odivelas encontrava-se então sob a responsabilidade dos padres diocesanos, Pe. Dionísio e Pe. Joaquim Pedro. O Espírito Santo iluminou-os para a necessidade de expandir as atividades e celebrações litúrgicas da Paróquia de Odivelas, na Arroja. Nesse tempo, apesar de contactada a Diretora da antiga Escola EB 23 Isabel de Portugal, foi determinação e responsabilidade da então Chefe dos Serviços Administrativos, Maria Helena Alexandrino, contra a vontade da maioria dos funcionários e professores, que permitiu a celebração da 1ª Eucaristia, em 08 de outubro de 1989. Inicialmente, a comunidade utilizava apenas a sala de Educação Musical, mas com a graça de Deus foi crescendo, de tal modo que em menos de um ano teve de passar para o refeitório da escola e após dois anos constava-se que não existia nenhuma sala da escola com capacidade para acolher as pessoas que participavam na Eucaristia. Foi então que se decidiu que as Celebrações Eucarísticas passariam a realizar-se no telheiro da escola, ao ar livre, com a chuva, o vento e o frio no Inverno, até a Escola ter sido desativada. A devoção da Comunidade a São José Operário começou por sugestão do Pe. Joãozinho Janik, justificando-o como exemplo para esta Comunidade, pelo trabalho e dedicação. Em 2013 com o esforço do Pe. João Francisco Pietrus foi construída a atual igreja dedicada pelo Patriarca de Lisboa, Dom Manuel Clemente no dia primeiro de dezembro do mesmo ano.

Com o crescimento da cidade no início do ano 1970, empresa que urbanizava a cidade ofereceu um lote de terreno para construir uma igreja, mas naquele terreno surgiram diversas barracas onde viviam muitos emigrantes. Tudo contribuiu para atrasar a construção de uma Igreja nova, mas não deixou de formar-se uma comissão para ir angariando fundos para ela, embora da parte da autarquia, não houvesse grande ajuda no que lhe dizia respeito. No fim do ano 1993, começou a construção da capela pré-fabricada “temporária” dedicada à Sagrada Família de Nazaré. Um Pré-Fabricado poderia resolver uma parte das carências desta zona de Odivelas que, entretanto, já tinha sido elevada a vila. No dia 15 de outubro de 1995, o Senhor Dom António Ribeiro, Patriarca de Lisboa, abençoou a capela.

A Capela do Divino Espírito Santo – Vale do Forno foi abençoada no dia 21 de março de 2004 pelo Pe. João Sopicki. Esta comunidade precisava mesmo de um local para poder rezar, pois o bairro era conhecido como um lugar onde moram muitos imigrantes, dentre eles, também os ilegais, pessoas abandonadas não só em suas necessidades materiais, mas também espirituais. Mesmo sendo pequena tornou se um centro religioso, de onde os leigos evangelizavam esse bairro. No Domingo de Ramos, 9 de abril de 2006, o Pe. José Rodrigues instalou o sacrário na capela.

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